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São fascistas

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Para o MPE de Minas isto são armas de destruição em massa

O comportamento e o ativismo político do Ministério Público em todo o país traz, para além de convicção, muitas provas de que o MP é uma das principais ameaças à frágil democracia brasileira. No seu artigo Xadrez do MPF como ameaça à democracia Nassif aborda o papel do MP no golpe e nos seus desdobramentos. Eu prefiro extrapolar a abordagem sobre o ativismo do MP para o conjunto da instituição, sem distinguir suas esferas federal e estaduais. Não se pode debitar somente na conta do MPF o clima persecutório instaurado no país. É óbvio que toda generalização é injusta, já que há membros do MP honrados e com boa atuação, como Eugênio Aragão. O problema é que, no quadro atual, aqueles que se calam são cúmplices por omissão.

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Ditadura civil, jurídico-midiática, instalada no Brasil

Abstraio de análises dos governos Lula e Dilma, abstraio de análises de erros e acertos nos últimos quatorze anos. É certo que é muito importante fazer uma autocrítica, uma avaliação de todo esse período para corretamente compreender como chegamos ao golpe em 2016. Aqui me atenho ao golpe em si e nos seus desdobramentos.

A tendência é que a regressão política e social iniciada pelo golpe se aprofunde. Políticas liberais são, por definição, incompatíveis com a democracia. Golpes passados — no Chile, o suicídio de  Getúlio Vargas, Brasil em 1964, Venezuela de Chaves, Honduras, Paraguai, os ataques a Cristina Kirchner na Argentina, as “revoluções coloridas” na Europa do Leste — são  exemplos de como políticas econômicas liberais, ou neoliberais, são absolutamente incompatíveis com a democracia.

A situação brasileira de agora não é diferente dos momentos por que passavam as outras nações, e também o Brasil no passado, quando os golpes aconteceram. Avanços sociais, ainda que tímidos, mudanças na distribuição de renda, aumento do investimento em programas sociais, formam o estopim para os golpes liberais. É a luta de classes convencional, nua e crua.

Esse é o centro de minha análise neste artigo. A elite brasileira tem pouco ou nenhum apreço pela democracia. Ao protagonizarem o novo tipo de golpe, não militar mas baseado na justiça parcial e na grande imprensa monopolizada, as elites demonstram que elas são incompatíveis com um projeto de Brasil grande, independente e socialmente justo, mesmo que sob a égide de tímidas políticas social-democratas como as executadas pelos governos capitaneados pelo PT.

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